sexta-feira, dezembro 08, 2006

Futebol Português no seu melhor


Parte III
Livro de Carolina Salgado
Uma dança ao som de Brand New Days, de Sting, celebrou o princípio da relação entre Jorge Nuno Pinto da Costa e Carolina Salgado, que esta quinta-feira lançou um livro que não deve estar muito tempo nos escaparates. "Eu, Carolina" é um livro de 162 páginas que compromete Jorge Nuno Pinto da Costa em muitas situações, nomeadamente no que diz respeito ao processo Apito Dourado. No início do livro, Carolina revela que conheceu o presidente do FC Porto, com a mediação de Reinaldo Teles, um dos homens da SAD portista que frequentavam o Calor da Noite, bar de alterne, onde trabalhava madrugada dentro.Joaquim Oliveira, empresário dos media, também frequentava o local assiduamente, e quando surgia era “sinónimo de festa de arromba”. “As minhas pernas começaram a tremer, senti um frio no estômago e tive que sair da pista de dança”, lembra quando viu Pinto da Costa pela primeira vez. “Previ que estava a nascer um grande amor e não me enganei. Dançámos três músicas seguidas e a sensação que tinha era que apenas existíamos nós, não havia ninguém em volta. Fez-me sentir uma verdadeira princesa”, confessa. Estávamos no Outono de 2000.Depois, o início das revelações que comprometem Pinto da Costa: “Sempre que, durante um jogo, o Jorge Nuno achava que o árbitro tinha prejudicado o FC Porto ligava ao senhor José António Pinto de Sousa, presidente do Conselho de Arbitragem, que lhe atendia o telefone, começando por manifestar a sua indignação perante a incompetência do árbitro, mas acabando sempre por marcar um jantar para fazer as pazes.”

Futebol Português no seu melhor

Parte II
No Correio da Manhã-Carolina Salgado: Pinto da Costa foi o mandante
Carolina Salgado lança amanhã livro polémico em que acusa o presidente do FC Porto de ter mandado agredir deputado.
Correio da Manhã – Vai lançar o seu livro amanhã [Fórum Almada, às 15h00, D. Quixote]. O efeito surpresa e a antecipação é para evitar providências cautelares?
Carolina Salgado – Admito isso, sim, que o lançamento antecipado, digamos assim, tenha surpreendido muito boa gente, porventura todos aqueles que, por razões várias, desconfiaram da existência deste livro. Mas ele aí está
– Por que resolveu escrever um livro?
– A revolta perante as tentativas persistentes de achincalhar o meu nome na praça pública. Refiro-me obviamente não só ao Jorge Nuno [Pinto da Costa] mas também a todos os que com ele pactuaram e continuam a pactuar. Não tenho o poder que Pinto da Costa tem nos media e só me podia defender, a mim e aos meus filhos, escrevendo um livro e correndo todos os riscos sozinha, contando a história verdadeira.
– Nada de oportunismo ou vingança?
– Não escrevi por vingança. Tenho o direito a viver em paz e sem medo e quero encerrar este capítulo da minha vida. Jamais escreveria este livro se a nossa relação tivesse terminado de uma forma normal e civilizada. Depois de termos vivido seis anos em comum, não posso admitir que venha dizer, como fez, ‘maldita a hora em que entrei no Calor da Noite’.
– Choca-a?
– Choca, ofende e, mais grave ainda, tem o propósito de denegrir e humilhar a minha imagem. Tenho filhos e família. Lá diz o ditado, ‘quem cala consente’, e eu não consinto.
– Ficou muito por dizer neste livro?
– Sim, mas teve mesmo de ser assim
– Por aconselhamento jurídico?
– Também. Ninguém gosta de andar a caminho dos tribunais e, infelizmente, muito do que sei não poderá nunca ser provado. Eram coisas que ficavam em circuito fechado
– Com as notícias sobre o livro falou-se em pressões e até ameaças. Confirma?
– Sim, mas não vou entrar em pormenores.
– Da parte de quem?
– Não quero responder, até porque normalmente os cobardes escondem-se atrás do anonimato.
– Que objectivos tem com esta publicação?
– Além de encerrar um ciclo da minha vida, espero que sirva para que conheçam mais a pessoa que sou, com sentimentos, humana.
– Trata-se de um projecto rentável?
– Só será rentável se as vendas o permitirem. Mas as motivações que me levaram a abraçar este projecto não foram financeiras.
– Faz acusações a pessoas com grande poder e influência no futebol. Porquê agora?
– Nunca é tarde para se saber a verdade. Estou empenhada em contar a minha parte da história. As pessoas que julguem, porque o povo sabe interpretar os factos. As pessoas não são parvas, nem têm memória curta.
– Este livro é um teste à sua credibilidade?
– Sou a única pessoa credível para falar da minha vida. Não a pinto de cor-de-rosa e assumo todos os meus passos.
– O mundo do futebol é assim tão cheio de jogadas de bastidores e promiscuidade?
– De forma clara. Vi muita coisa, mas, para já, é melhor ficarmos por aqui.
– Revelou que Pinto da Costa lhe ‘encomendou’ um serviço contra o deputado Ricardo Bexiga, eleito por Gondomar.
– Confirmo que estive envolvida, mas não é verdade que tenha dado a ordem. Fui apenas o veículo de transmissão de uma ordem superior. Pinto da Costa foi o mandante.
– Pode provar?
– Parece-me óbvio, até porque não era eu a vigiada pela Polícia, nem estava envolvida no ‘Apito Dourado’. Se fiz o que fiz foi por ordem do homem que amava. Para lhe fazer a vontade
– Poderia sempre recusar...
– Não!
– Quantos são e como estão os processos em Tribunal entre si e Pinto da Costa?
– Tenho três enquanto arguida e estão todos em andamento. Já os que eu movi contra ele sinto que não correm à mesma velocidade. Já chegou a perder-se uma procuração minha. Enfim
– Foi mesmo agredida?
– Depois da separação ele fez-me uma proposta indecente: para escolher um negócio e casa que pagava tudo. Que nada me faltaria. Mas recusei ser a amante. Por isso começou a guerra. As agressões foram feitas por ele e mais dois, o Nuno Santos, um alegado segurança que se ofendeu porque o considero capanga, e o motorista Afonso. Foram lá para me agredir, levar as obras de arte e tudo o que havia de valor. Foram cenas dignas de filmes de gangsters .
– Afinal quem paga o colégio dos seus filhos?
– Eu e só eu, desde sempre.
– Já não trabalha na imobiliária?
– Deixou de me pagar desde Março, apesar de fazer os descontos, porque cheguei a receber recibos em casa. Depois despedi-me por justa causa.
– Os seus filhos, com nove e onze anos, aceitaram a separação?
– Não perdoo a Pinto da Costa o trauma que provocou nos meus filhos. Vivemos, pós-separação, momentos muito complicados. Ainda hoje, a Carolina, que desde os dois anos chamava pai ao Jorge Nuno, continua a ser seguida por uma psicóloga.
– Viu-se envolvida numa história que meteu também Mourinho e os Superdragões
– Mais uma invenção. Quem dá as ordens é sempre a mesma pessoa, o presidente. Esse rumor serviu de arma de arremesso para me envolverem numa guerra que não era minha.
– Lourenço Pinto aconselha e dá a estratégia jurídica a Pinto da Costa?
– Basta recordar a súbita viagem para Espanha de Jorge Nuno no dia em que deveria ser ouvido no Tribunal. Fomos avisados.
– Teve mesmo casamento marcado?
– Era em Março, no Buçaco, havia padrinhos escolhidos
– Lourenço Pinto e a dra. Ermelinda, sua esposa, que é juíza – e até padre para benzer as alianças. Já tinha aliança de noivado e fui eu quem escolheu a casa de Miramar, que penso estar agora à venda. Decidi todas as alterações. O quarto, por exemplo, era todo em vidro.
– A sua ligação à noite já era conhecida?
– O livro é esclarecedor quanto a essa etapa da minha vida. Ao contrário de outros que porventura estão com o coração nas mãos, eu nada tenho a esconder. Orgulho-me do meu passado.
O QUE DIZ O LIVRO: Nada tem de promíscuo trabalhar em barres como o Calor da Noite. Promiscuidade é o que existe no mundo do futebol, onde é moda, fica bem e dá status ter relações extraconjugais e quase todos as têm.Certa noite, ao despedir-se de mim, não me deu um beijo na cara, como era usual, mas um beijo na boca [...] estava completamente apaixonada [...]Demorei uma eternidade na casa de banho a tentar evitar o inevitável [...] Ele já me esperava, pacientemente, na cama [...] E vivi uma linda e inesquecível noite de amor.Confessou-me que tinha encetado uma relação com a jornalista Maria Elisa [...] que já terminara [...] devido ao consumismo extremo de que ela padecia. Tendo problemas de flatulência [...] de vez em quando descuidava-se [...] em cerimónias oficiais, levando-me a acender, de imediato, um cigarro para disfarçar o odor.Cortava-lhe as unhas dos pés e aparava-lhes os pêlos das orelhas.O Jorge Nuno alterou-se com o senhor Scolari ao verificar que este não cederia jamais às suas vontades. Sempre que [...] o Jorge Nuno achava que o árbitro tinha prejudicado o FCP, ligava ao senhor José António Pinto de Sousa, [...] começando por manifestar a sua indignação [...] mas acabando sempre por marcar um jantar para fazer as pazes. Os árbitros Martins dos Santos e Augusto Duarte, entre outros, eram visitas da casa. Eram levados pelo empresário António Araújo, bebiam café e comiam chocolatinhos. O Araújo funcionava como uma ponte entre o Jorge Nuno, o Reinaldo e os árbitros, disponibilizando-lhes simpatias, tais como raparigas e outros bens. Se o Jorge Nuno ficasse detido, contava com o apoio dos Super Dragões para o tirarem lá de dentro. Dizia-me [...] que era preciso dar uma lição ao doutor Ricardo Bexiga [...] Prontifiquei-me a tratar do assunto. O serviço custava dez mil euros.Mensagens particulares reveladas por Carolina

Futebol Português no seu melhor

Parte I
Luís Filipe Vieira constituído arguido
Presidente do Benfica terá sido interrogado pela PJ no âmbito do "Caso Mantorras"
Luís Filipe Vieira foi constituído arguido no "Caso Mantorras". De acordo com o Jornal de Notícias, o presidente do Benfica foi interrogado pela Polícia Judiciária, que investiga a tranferência do jogador angolano do Alverca para o clube da Luz. Vieira negou qualquer envolvimento no desaparecimento de parte do valor do passe do futebolista.

Filipe Vieira foi ouvido nas instalações da Direcção Central de investigação à Corrupção e Criminalidade Económica da Polícia Judiciária no passado dia 17 de Novembro. Segundo o Jornal de Notícias o presidente do Benfica foi constituído arguido tal como os empresários Jorge Manuel Mendes e Paulo Barbosa que também tiveram um papel importante na transferência do jogador angolano para a Luz. Em causa estarão suspeitas de crimes de burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento de capitais. As autoridades querem saber para onde foram os cinco milhões de euros pagos pelo Benfica em 2000, uma vez que parte substancial desse montante não terá entrado nas contas do Alverca. A Polícia Judiciária detectou um levantamento bancário de 1,5 milhões de euros em notas por parte do Alverca justificado como sendo referente à venda ao Benfica do boliviano Ronald Garcia. O jogador, apesar de ter sido comprado pelo clube da Luz, nunca chegou a vestir a camisola do Benfica. Luís Filipe Vieira intervem neste processo primeiro na qualidade de presidente do Alverca e depois como gestor do futebol do Benfica sob a presidência de Manuel Vilarinho. Vieira chegou mesmo a ser dono de parte do passe de Mantorras cedendo posteriomente essa posição ao Alverca.

quinta-feira, agosto 03, 2006



Podem-me apetecer férias? Na realidade podemos sentir falta de férias em qualquer altura do ano. Passar pela segunda circular às 8 e 30 da manhã sem parar nem abrandar faz-me lembrar férias.
Menos papel na secretária, menos chamadas telefónicas, menos gente no parque.
O Colombo com os corredores vazios.
Lembro-me que fez há três dias, 15 anos que parti para Moçambique. Dois meses em África. Falhei o concerto de Alvalade dos Simple Minds, marcado para a noite de 31 de Julho de 91.
O que faz falta não são as minhas férias, são as férias dos outros, ando 11 meses à espera que este pessoal todo atravesse a ponte e parte para parte incerta. Parece a letra do 125 Azul, mas não é.
Regressei para férias quando toda a gente já estava a trabalhar, fui para Lagos que me pareceu vazia.
Férias ao contrário faz-nos sentir na pele do padeiro ou do guarda nocturno, começa quando os outros acabam.
Só falta uma semana para dar de fuga...

terça-feira, agosto 01, 2006

Já me estou a começar a passar...

Humilhação com a lagartagem?
Perú do brasuca?
Banho dos gregos?

Já não estou a achar graça a este gajo





Se não eliminas os autriacos e passas à Liga dos Milhões nem te sentas no banco para o campeonato...

O idiota da aldeia




Conta-se que numa pequena aldeia, um grupo de pessoas divertia-se com o idiota do sítio. Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e sobretudo de esmolas. Diariamente, chamavam o tonto ao bar onde se reuniam e ofereciam-lhe a escolha entre duas moedas. Uma grande de 50 cêntimos e outra mais pequena de 1euro. O tonto escolhia sempre a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não tinha percebido que a moeda maior valia menos.
"Eu sei" - respondeu o tonto - " vale metade, mas no dia em que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou ganhar mais nenhuma moeda."

Podem tirar-se várias conclusões desta pequena história :
Quem parece idiota, nem sempre é.
O verdadeiro idiota pode ser o que o não parece.
Demasiada ganância acaba por estragar uma fonte de rendimentos.
Mas a conclusão mais interessante é a seguinte:
Pode-se estar bem, mesmo quando os outros não têm de nós uma boa opinião: o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos.



PS: faz um último exercício e escolhe qual o tipo de idiota que queres ser: o primeiro da aldeia ou o segundo da fotografia abaixo?

quarta-feira, julho 19, 2006

Podia estar num dia mesmo «down», mas não estou. Escrevo-vos de um Hospital, mesmo do interior. Há lugares mais interessantes para passar as férias. Concordo 100%. Embora até acredite que haja gente capaz disso, eu não programei esta segunda semana de descanso num Hospital. Vendo bem, tem parecenças com um Hotel. Um gajo cá dentro só sente falta do mini-bar. Hoje encontrei uma médica a jogar às cartas no computador. Podia ter fechado a porta? Se calhar podia, o pessoal aqui está tão na boa que uma doença feroz tem tanta importância como tirar uma bica lá no café da esquina, é mais uma... Ontem passei pela ucraniana que fazia de médica quando tive doente. Não lhe disse nada. De qualquer modo, ela não teve muita culpa. Também vi a «Halley Berry», a médica que evitou que desse um estalo no estafermo do puto, o único que gostava de ver. O «oclinhos» que dizia que o estava pressionar porque lhe pedia um termómetro. Provavelmente não lhe direi nada, nem merece mais que o desprezo. Embora gostasse de lhe enfiar a tigela da sopa pela cabeça a baixo. A pediatria é um mundo à parte, as crianças são a nossa alegria. Médicos, enfermeiros e auxiliares disponíveis, aparentemente competentes, interessados, profissionais e... pouco stress, dentro de um hotel. O novo Hospital Pediátrico funciona bem, até ver. Há coisas que realmente são diferentes. Neste caso acho que um dos factores determinantes é realmente o ambiente. Tal como quando se chega ao CUF Descobertas, no Pediátrico do SFXavier ficamos com a impressão que entrámos num Hotel de primeira. Giro? Giro foi quando passei para o do lado, o antigo que ainda existe, permitindo ver os milhares gastos pelo Costa Freire a mando da Beleza, numa comparação entre o Portugal dos finais do século XX (anos 80) e o novo século XXI. Fui lá por causa de uma radiografia. Aquilo é pior que Chernobil. RX de porta aberta? Sim, pois as portas mal fecham e os outros «utentes» estão ali no corredor(por acaso isto do utente merece um post um dia destes), os radiologistas, mais os restantes funcionários não devem chegar aos cinquenta anos. Inspecção do Trabalho, onde andas tu? A multar alguém que paga a horas, porque os que não pagam não tem problemas...

sexta-feira, julho 14, 2006

España limita con el éxito

Na edição online do jornal desportivo espanhol Marca, descobri este artigo de opinião. Uma das poucas vezes em que um espanhol ( no caso presente Juan José Anaut) deixou o ego na gaveta:

España limita al norte con Francia, al oeste con Portugal y al este, con el Mar Mediterráneo por medio, con Italia. No, no es una clase de geografía, es la realidad del Mundial. Estamos rodeados por el éxito. Los tres únicos equipos vivos que quedan en la cita alemana nos rodean. Presumimos de tener la mejor Liga, pero ellos nos restriegan su éxito a nivel de selección. Los portugueses pueden meterse en su segunda final consecutiva tras la de la Eurocopa. Quien más quien menos atribuía ese éxito a haber disputado en suelo luso la competición. Pero Figo y los suyos se han encargado de demostrar que no fue fruto de la casualidad. Los galos han resucitado y lo han hecho ante España, con lo que el cachondeo de nuestros vecinos es todavía mayor. Encima confiábamos en superarles con facilidad, con lo que el batacazo fue espectacular. Y para rematarlo los italianos han destapado el tarro de sus esencias, han renunciado a ese fútbol rácano y a malgastar el talento de sus figuras y se han plantado en la final derrotando a la mismísima Alemania. Así que a ver si algún día se nos pega algo de nuestros vecinos en esto de la selección porque la envidia nos corroe. ¿Nos veremos algún día en su lugar?
Acrescento da minha autoria que só faltou Marrocos para que os "vecinos" dos espanhois ficassem todos melhor classificados no Mundial de Futebol

quinta-feira, julho 13, 2006

Forza Itália! Olé Zizou!

Nunca se fez e julgo que não era preciso fazer uma sondagem para saber o que desejavam os tugas que tivesse acontecido à França na final do Mundial ... isso que perdesse!
Não era propriamente uma assumida simpatia pela Itália, descoberta entre a quarta-feira e o domingo último. Aquilo que queríamos era que os franceses chorassem como nós a saída do campeonato. Aliás, o grupo anti-gaulês devia ser muito amplo, suíços e coreanos no grupo inicial; espanhóis e brasileiros nas eliminatórias e tugas na meia-final. Embora depois dos dez minutos de Nuno Gomes na pequena final, ou jogo de consolação de apuramento do 3º lugar, como queiram, tenha ficado convencido que nos arriscávamos a ter ido à final se temos feito um Mundial a jogar com 11 e não com 10 jogadores. Quem sabe o Pauleta se entrasse nas segundas partes pudesse beneficiar a equipa. Vi o jogo com a Alemanha num restaurante português em Paris. No Vale Verde. Pelos vistos, um dos locais de reunião dos nossos emigrantes, sobretudo da segunda geração. Logo à chegada bandeiras tugas desfraldadas junto da entrada. Por acaso não me impressionou muito a comida, nem o espaço em si, mas senti-me em casa, a falar em tuga com os empregados. Bom, em tuga mais ou menos, quando os alemães marcaram os palavrões foram ditos em francês. Realmente Paris é a segunda maior cidade tuga depois de Lisboa, um tipo sente-se em casa. Há tugas por todo o lado. É certo, nem todos recomendáveis, quando cheguei fiquei um pouco (na verdade bastante) mal impressionado com o empregado do Hotel. O tipo mal falou quando viu que chegavam tugas, ainda por cima a falar em inglês. O brasuca na recepção foi super simpático e sempre em tuga (com sotaque do brasiuu) resolveu o problema e foi mesmo ele quem aconselhou o Vale Verde para a noite. O outro vai ficar na terra de ninguém. Não quer ser tuga e os franceses nunca o vão querer a ele. Pena que ainda não tenha entendido o esquema. De resto num autocarro um motorista não nos cobrou um trajecto curto e noutro autocarro um puto deu-nos o assento depois de num simpático sotaque afrancesado ter dito “vou já na saída, tomem o mon lugar”. Mas, o campeão dos mais porreiros foi um chaval à saída do Vale Verde que viu como não conseguíamos táxi e nos deu uma boleia para o Hotel. “Faço-o do fundo do coração”, sem aceitar nada em troca. Mesmo depois da selecção não ter conseguido o terceiro lugar, não havia amargos de boca “Portugal encheu-nos de orgulho. Agora espero que a França perca. No dia da meia-final vieram atirar foguetes, garrafas e pedras contra o bar dos portugueses”. Obviamente que os tugas passaram e ainda passam mal em França. Os franceses fazem-nos “passar as passas do Algarve”. Não deixa de ser curioso que sendo tão chauvinistas os franceses tenham uma equipa no Mundial que foi apelidada de Gana2, a segunda equipa do Gana. Até Angola se arriscou a ter menos negros em campo...
Ficámos em quarto lugar depois de uma vitória moral frente aos alemães, com o Ricardo a mostrar que não se esqueceu dos frangos Lusiaves e o Petit a acertar na nossa baliza. Ficámos com água na boca depois de dez minutos com Figo e Nuno Gomes em campo. O Scolari podia ter levado o jogo mais a sério, se bem que só nós preferíssemos o terceiro lugar que a ele tanto se lhe dava (ou muito me engano ou os prémios da Federação não contemplavam o terceiro posto). O Pauleta pelos vistos acabou aqui e também o meu convencimento (que deve ser igual a seis milhões de tugas do Benfica pelo menos e a um ou dois milhões de lagartos) não vai adiantar nada, nem sequer o Guinness vai reconhecer que jogámos só com dez pois havia 11 camisolas em campo.
Como acho que não adiantou nada o Zidane ter mostrado a sua faceta taurina, a encher de inveja os melhores exemplares de Ortigão Costa. Investidas como aquela há poucas.
A FIFA atribui ao “argelino” o prémio de melhor jogador em consonância com a Federação Amadora de Tauromaquia que espera ainda este verão pela nova carreira de Zizou nas arenas do sul de França e Espanha.
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Olé Zidane!
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sexta-feira, julho 07, 2006

Fomos de vela!

Nada que não esperasse desde o primeiro dia. Aliás, esta selecção nunca me entusiasmou muito. A melhor recordação que tenho é do Euro 2000. Sim, esse em que no primeiro jogo logo aos 20 minutos já tínhamos o Baia a ir ao buraco a buscar duas bolas. Depois Figo, João Pinto e Nuno Gomes fizeram o marcador dar a volta, lembrando os magriços de 66 no jogo com os coreanos, em que perdíamos 3-0 e o Eusébio a seguir marcou quatro e o Zé Augusto fechou nos 5-3.
No último mundial começámos por levar três dos americanos também em 20 minutos e voltámos para casa de carrinho, apesar do Pauleta ter marcado três golos aos desgraçados dos polacos, pelo meio e o João Pinto se ter pegado aos murros com a barriga do árbitro do jogo com os coreanos, numa triste figura.
À dois anos foi uma tragédia grega. Jogámos mal e com muita sorte saltámos até perder com os helénicos. Este Mundial, realmente jogámos mal. Ganhámos a Angola um a zero, ao Irão dois a zero (no único jogo mais conseguido), ao
México ganhámos sem saber ler nem escrever, com os mexicanos a falharem um penálti. Contra a Holanda foi uma vergonha e muita sorte, tal como com os ingleses, onde a única brilhante exibição em todo o campeonato pertenceu ao Ricardo. Diante da França? O costume. Andamos à anos a copiar os franceses na forma de jogar e como normalmente acontece, as cópias são piores que os originais. O Zidane é melhor que o Figo e os outros ganeses jogam melhor que os nossos portugueses, mais o brasuca do Deco. Realmente ter chegado às meias-finais sempre a jogar com dez jogadores em campo foi obra. Em todas as selecções há um jogador que de vez em quando está meio ausente do jogo, mas no nosso caso alguém viu o Pauleta? O rapaz marcou muitos golos ao Luxemburgo e até marcou a Angola. A questão que os jornalistas portugueses, totalmente babados com o treinador não fizeram foi:
Porque manteve tanto tempo o Pauleta e não deu uma oportunidade ao Nuno Gomes?

domingo, julho 02, 2006

no comments






Mundial Alemanha 2006: Portugal volta a sofrer e elimina a Inglaterra


Quarenta anos depois da célebre campanha dos Magriços, a Selecção portuguesa volta a estar entre as quatro melhores do Mundo. Uma exibição magnifica de Ricardo na defesa de três das quatro penalidades que lhe marcaram, deixou a selecção a discutir a meia-final desta quarta-feira com a França que eliminou o super favorito Brasil.

domingo, junho 25, 2006

Mundial Alemanha 2006: Portugal sofre mas vence a Holanda

A Holanda começou bem, poderia ter inaugurado o marcador, mas Portugal aguentou a pressão inicial e chegou ao golo aos 22 minutos,por intermédio de Maniche. Depois, foi sofrer até ao fim... Cristiano Ronaldo sofre falta dura, é substituído por Simão; Costinha num lance infantil vê o segundo amarelo e vermelho subsequente.
Portugal partiu para a segunda parte em vantagem, mas em inferioridade numérica. Scolari tratou de reforçar o meio campo com a entrada de Petit, abdicando do único ponta-de-lança de raiz Pauleta.
Os minutos finais foram de grande emoção, mas Portugal conseguiu levar o Barco a bom porto e junta-se a Alemanha, Argentina e Inglaterra nos quartos-de-final. Vou passar esta semana em grande, pelo menos os meus colegas holandeses não me chateiam e vou picar os bifes até sábado. A foto é do Maniche que tem nariz de piglet, mas nesta alturas perdo-o por ter saído do glorioso

quinta-feira, junho 22, 2006

Mundial 3ª Vitoria

Portugal faz o pleno na fase de grugos do Mundial Alemanha-2006. Nos três jogos que disputou, a equipa das quinas somou nove pontos, correspondentes a três vitórias, a última das quais (2-1) registada na tarde desta quarta-feira, em Gelsenkirchen, sobre o desesperado México.
Passado o breve período de maior assédio do México, equipa que maior necessidade tinha em pontuar, Portugal inaugurava o marcador contra a chamada corrente do jogo. O contra-golpe português colheu de surpresa os três centrais mexicanos e foi Maniche a marcar um excelente golo, surgindo em posição central e rematando, dando sequência a uma bela assistência de Simão, colocado sobre a ala esquerda.
Aos 23 minutos Portugal ganha mais tranquilidade com o 2-0, para desespero dos mexicanos. O experiente defesa central Rafael Marquez leva a mão à bola, dentro da área, com Meira atrás de si, e o árbitro não hesita em apontar a marca de penaltie que Simão transforma.
O México, que passou por completo desnorte durante um certo período, chega ao seu golo à passagem dos 28 minutos. Na sequência de um pontapé de canto, a bola é enviada para a zona central da pequena área, rematando de cabeça Fonseca para as redes de Ricardo, aproveitando um erro de marcação dos portugueses.